MÃE, COMPRA?

By 4 de abril de 2017 abril 8th, 2019 #PapoReto

Por que é tão difícil para algumas famílias dizerem não aos pedidos consumistas das crianças? Por que é tão difícil colocarem esse limite? Um limite que acolhe o impulso do comprar para ser feliz e o transforma em algo mais simples, generoso. Sim, é lógico que as crianças querem o que assistem na televisão. A propaganda sabe vender! Mas elas precisam de todas as coisas que o mundo do consumo oferece? Não seria essa uma boa hora de ensinarmos questões referentes ao consumo e finanças? Lidar com o dinheiro é difícil. Porque tem gente que não aprendeu que dinheiro não compra pessoas, amor, paz, felicidade, aprovações no ENEM. Compra as superficialidades, o virtual de cada coisa, mas não a essência, o profundo do sentir.  

Dizer não aos impulsos de consumo é ensinar um modo de vida mais leve, mais generoso às crianças. Dizer que não dá para comprar todas as vezes que pedirem é ensinar às crianças a esperarem, a entenderem prioridades, entenderem o valor das coisas. Valor de ética, entendem? Antes de ensinar a fazer contas, porque educação financeira não é só isso, temos de ensinar as crianças a se relacionarem com as coisas do mundo sem coisificarem as coisas. Economizar, poupar, não gastar não significa que as ensinemos a se relacionarem com grana – e desejos – de forma construtiva. Mostrar prioridades, realidades, contextos sociais, culturais e familiares ajudam as crianças a lidarem bem com grana no futuro. Dinheiro é, em nosso mundo, uma forma de nos relacionarmos… como você se relaciona com o mundo?  

#PapoReto #🔵🔵🔵  

Marcelo Cunha Bueno é educador há mais de 20 anos, inspirado pelo chão da Escola, especialista em desenvolvimento infantil. 

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